Sobre o Autor & O Manifesto
O Protocolo Humano
Meu nome é Jeremias Alves Queiroz. Moro em Joinville/SC, onde atuo profissionalmente como SysAdmin e especialista em Infraestrutura Linux.
Se você chegou até aqui esperando encontrar apenas um portfólio de fotos, talvez se surpreenda. Minha mente opera na intersecção entre a lógica binária e a química analógica. Sou movido por uma obsessão — assumida e cultivada — pelo controle, pela estrutura e pela soberania digital.
No mundo da tecnologia, sou aquele que prefere a transparência do texto puro à opacidade das interfaces gráficas. Defendo o Software Livre não apenas como licença, mas como ética de vida. Acredito que, se você não consegue abrir o capô, entender o código e modificá-lo, você não é dono da ferramenta; é apenas um usuário passageiro.
Link da imagem em alta resolução no Flickr.
| Propriedade | Valor |
|---|---|
| Câmera | Yashica Electro 35 gsn |
| Lente | Yashinon DX 1:1.7 45mm |
| Abertura | f/5.6 |
| Velocidade | Auto |
| Filme | Ilford Pan 400 |
| Data da Foto | 2025-07-29 |
A "Obsessão" pelo Emacs (e o Workflow)
Este site não foi construído; ele foi compilado.
Não utilizo WordPress, Wix ou qualquer CMS de mercado. Toda a estrutura que você vê aqui reside dentro do GNU Emacs, meu sistema operacional de vida.
- O código é gerenciado com a mesma disciplina que aplico em manifestos Kubernetes.
- Uso
org-modepara estruturar o conhecimento, da mesma forma que usokustomizeeyasnippetpara orquestrar infraestrutura. - A publicação é estática, leve e resiliente, seguindo a filosofia K.I.S.S. (Keep It Simple, Stupid), mas sem sacrificar a densidade do conteúdo.
Para mim, o Emacs é o "darkroom" digital: um ambiente onde tenho controle absoluto sobre o contraste, a formatação e o resultado final da informação.
Sobre a Curadoria do Conteúdo
Bem-vinda(o) à minha base de conhecimento. Aqui, cada artigo e fórmula é fruto de uma dedicação intensa e, acima de tudo, da minha experiência pessoal e prática no laboratório e no fluxo de trabalho com Emacs.
Como você perceberá, este é um espaço em constante construção e aprimoramento. Minha premissa é clara: apenas publico aquilo que efetivamente testei, validei e sobre o qual posso sustentar uma argumentação técnica sólida, embasada em referências, mas forjada na prática.
Isso significa que, se um determinado tópico ou abordagem ainda não está presente, é porque talvez eu ainda não tenha tido a vivência prática com ele, ou porque a formalização e a escrita, com o nível de detalhe e qualidade que almejo, ainda estão em processo.
A fotografia analógica é um vasto território de exploração, com inúmeras técnicas, químicas e abordagens consagradas. Este site é, em essência, um registro dos caminhos que trilhei e dos resultados que obtive em meu laboratório. Se alguns percursos ou nuances ainda não estão detalhados aqui, é porque ainda não integram a minha vivência direta, mas aguardam ser explorados e documentados. Conforme minha jornada avança e novas "rotas" são mapeadas e testadas, este espaço se enriquecerá, sempre refletindo o conhecimento vivenciado e comprovado.
Agradeço imensamente o seu interesse e, mais ainda, o seu feedback. Este diálogo é fundamental para o crescimento desta base de conhecimento. Convido-a(o) a compartilhar suas perspectivas e experiências, contribuindo para que esta base se torne cada vez mais rica. Para isso, utilize os canais na seção Contato.
Cronologia: Dos Pixels aos Grãos de Prata
Minha transição para a fotografia analógica não foi uma fuga da tecnologia, mas um aprofundamento na física da imagem. Em um mundo de containers efêmeros e dados voláteis, busquei a permanência do negativo físico.
A Linha do Tempo:
- Março de 2024
- O Disparo Inicial: Comecei a fotografar. Inicialmente, buscava apenas entender a luz, mas a natureza instantânea e descartável do digital não satisfazia minha curiosidade técnica. Eu precisava ver o processo.
- Fevereiro de 2025
- O Laboratório P&B: A virada de chave. Montei meu laboratório caseiro e revelei meu primeiro rolo preto e branco. Troquei a depuração de logs pela monitoração de tempos e temperaturas. Descobri que agitar um tanque de inox exige a mesma precisão rítmica de uma sintaxe bem escrita.
- Dezembro de 2025
- A Fronteira da Cor (C-41): Realizei minhas primeiras revelações coloridas. O processo C-41, com sua exigência draconiana de controle térmico (38°C constantes), foi o desafio de engenharia que eu procurava. O sucesso desses negativos provou que a disciplina de SysAdmin se traduz perfeitamente para a química.
- Janeiro de 2026
- O Manifesto Digital: Nasce o fotografia-analogica.com.br. Decidi documentar publicamente minhas receitas, tabelas de compensação e erros, criando uma base de conhecimento para outros que, como eu, preferem o caminho difícil, porém gratificante.
Interesses & Métricas
Além da fotografia e do Linux, sou aficionado por métricas e desempenho humano (a sintaxe do Intervals.icu é praticamente minha segunda língua). Acredito que tudo o que pode ser medido pode ser melhorado, seja o FTP de um treino de ciclismo, o tempo de build de um deploy, ou a diluição de um revelador Rodinal.
Contato
Estou sempre aberto a trocar ideias sobre:
- Receitas de reveladores (D-76, Xtol, Caffenol).
- Configurações obscuras de Emacs e Lisp.
- A filosofia do Software Livre no Brasil.
Se você é de Joinville ou apenas um navegante da web que valoriza a "velha guarda" da internet, sinta-se em casa.
- @jeremias.a.queiroz
- Flickr
- Galeria de Fotos
- GitHub
- @Jeremias-A-Queiroz
"Exposto com luz, revelado com química, exportado com Emacs."